Quando vou a um espetáculo, seja ele de que seguimento for, tenha ele os artistas que tiver, raramente, não só por trabalhar com isso, me emociono sinceramente com o que vejo no palco. O que realmente me emociona e serve como termômetro do calor que eu deveria sentir é a reação de quem assiste. Muitas vezes, quando estou em cartaz, driblo as coxias, os bastidores, os fios espalhados e vou para trás de alguma cortina ou porta entreaberta assistir quem está me assistindo. O riso, a lágrima, o susto, a emoção livre no escurinho da platéia são, hoje, o meu verdadeiro prazer de trabalhar com o que faço. Quando estou criando, seja interpretando ou escrevendo, eu penso sempre em quem vai assistir. Quando escolho uma peruca, uma voz, um corpo, é principalmente no espectador que estou pensando. Não faço nada além do que me obriga a profissão e sua ética aos meus colegas, ao diretor, ou a quem me contrata. Não faço nem para mim mesmo. Já fiz, e surtia na platéia o que surte em mim hoje quando assisto algo feito com o que considero segundas intenções... Nada. Porque, embora seja fácil de perceber, quando somos vistos e estamos expostos sob a luz e olhos sedentos, dificilmente enxergamos além do palco e, dependendo da vaidade, preferimos ficar em nós mesmos, negligenciando quem é fundamental para que existamos enquanto possíveis transformadores de alguma realidade. Teorias, críticas ou técnicas eu deixo para quem tecnicamente não tem estrutura ou prazer de ouvir o que pulsa na escuridão das platéias...
No mundo das letras é necessário que por vezes as organizemos em frases... Se elas terão algum sentido ou objetivo isso é outra questão... Sejam todos bem vindos.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
sobre quem assiste...
Quando vou a um espetáculo, seja ele de que seguimento for, tenha ele os artistas que tiver, raramente, não só por trabalhar com isso, me emociono sinceramente com o que vejo no palco. O que realmente me emociona e serve como termômetro do calor que eu deveria sentir é a reação de quem assiste. Muitas vezes, quando estou em cartaz, driblo as coxias, os bastidores, os fios espalhados e vou para trás de alguma cortina ou porta entreaberta assistir quem está me assistindo. O riso, a lágrima, o susto, a emoção livre no escurinho da platéia são, hoje, o meu verdadeiro prazer de trabalhar com o que faço. Quando estou criando, seja interpretando ou escrevendo, eu penso sempre em quem vai assistir. Quando escolho uma peruca, uma voz, um corpo, é principalmente no espectador que estou pensando. Não faço nada além do que me obriga a profissão e sua ética aos meus colegas, ao diretor, ou a quem me contrata. Não faço nem para mim mesmo. Já fiz, e surtia na platéia o que surte em mim hoje quando assisto algo feito com o que considero segundas intenções... Nada. Porque, embora seja fácil de perceber, quando somos vistos e estamos expostos sob a luz e olhos sedentos, dificilmente enxergamos além do palco e, dependendo da vaidade, preferimos ficar em nós mesmos, negligenciando quem é fundamental para que existamos enquanto possíveis transformadores de alguma realidade. Teorias, críticas ou técnicas eu deixo para quem tecnicamente não tem estrutura ou prazer de ouvir o que pulsa na escuridão das platéias...
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