Aí tem aqueles que levam tudo a sério demais, que não entendem piadas, que não aceitam metáforas, doces de qualquer um ou estranhos no facebook; têm relógio no pulso, fio dental na bolsa do lado da escova de dentes e o creme dental em miniatura. Viajam em julho, tiram fotos de tudo quanto podem e depois organizam numa pasta por data para mostrar para os amigos no primeiro domingo depois da volta ao trabalho. Seus lençóis são muito limpos e só se desarrumam uma vez por semana, geralmente as quartas pois, não por acaso, eles não gostam da desordem do futebol. Tem filhos antes dos quarenta, mas depois dos trinta e cinco, que é pra dar tempo de organizar as finanças. Usam loção antes e pós barba, lavam sempre as mãos antes das refeições e de maneira nenhuma as tampas de suas margarinas caem viradas para o chão, pois eles só as abrem quando já estão sentados à mesa toda posta. Não riem ou choram de qualquer coisa pois até a espontaneidade em suas vidas, tem hora marcada para acontecer... Eu, por sorte ou azar, só os conheço assim, na imaginação... E sem compromisso com o tempo fico aqui imaginando como eles, os compromissados com a seriedade, dissertariam sobre mim... "O artista é um curioso ser sem regras ou limites, sem pedras nem rinite que come a hora que bem entende ou pode. Chora por qualquer coisa, ri pra qualquer um e se dá por meia bala halls preta cortada com os dentes postiços do desconhecido. Estão sempre viajando deitados em seus tapetes e pufs mas nunca fotografam nada, pois não caberia em seus arquivos. Segunda feira é o dia que descansam dos amigos, depois de tanta vã filosofia consumida em taças e mais taças de idéias. Tem filhos a qualquer momento, geralmente de susto e seus lençóis quase nunca são encontrados no quarto, pois vão enrolados neles preparar o dia. Suas margarinas não tem tampa que é pra não atrapalhar a demanda de brigadeiro quando bate a carência ou uma tal larica, como dizem. São tão malucos e espontâneos que é difícil de explicar, por isso as vezes pagamos para vê-los se esparramando em algum palco ou exposição. Nós, por azar, nem podemos imaginar..." Aí eu paro e penso... Que prato oriental eu vou criar com os três escalopes de mignon, que pedi ontem pro garçom embrulhar as duas da manhã, e enfim fazer o meu desjejum de sábado? Sobretudo, viva a diferença...
No mundo das letras é necessário que por vezes as organizemos em frases... Se elas terão algum sentido ou objetivo isso é outra questão... Sejam todos bem vindos.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
salvem as diferenças
Aí tem aqueles que levam tudo a sério demais, que não entendem piadas, que não aceitam metáforas, doces de qualquer um ou estranhos no facebook; têm relógio no pulso, fio dental na bolsa do lado da escova de dentes e o creme dental em miniatura. Viajam em julho, tiram fotos de tudo quanto podem e depois organizam numa pasta por data para mostrar para os amigos no primeiro domingo depois da volta ao trabalho. Seus lençóis são muito limpos e só se desarrumam uma vez por semana, geralmente as quartas pois, não por acaso, eles não gostam da desordem do futebol. Tem filhos antes dos quarenta, mas depois dos trinta e cinco, que é pra dar tempo de organizar as finanças. Usam loção antes e pós barba, lavam sempre as mãos antes das refeições e de maneira nenhuma as tampas de suas margarinas caem viradas para o chão, pois eles só as abrem quando já estão sentados à mesa toda posta. Não riem ou choram de qualquer coisa pois até a espontaneidade em suas vidas, tem hora marcada para acontecer... Eu, por sorte ou azar, só os conheço assim, na imaginação... E sem compromisso com o tempo fico aqui imaginando como eles, os compromissados com a seriedade, dissertariam sobre mim... "O artista é um curioso ser sem regras ou limites, sem pedras nem rinite que come a hora que bem entende ou pode. Chora por qualquer coisa, ri pra qualquer um e se dá por meia bala halls preta cortada com os dentes postiços do desconhecido. Estão sempre viajando deitados em seus tapetes e pufs mas nunca fotografam nada, pois não caberia em seus arquivos. Segunda feira é o dia que descansam dos amigos, depois de tanta vã filosofia consumida em taças e mais taças de idéias. Tem filhos a qualquer momento, geralmente de susto e seus lençóis quase nunca são encontrados no quarto, pois vão enrolados neles preparar o dia. Suas margarinas não tem tampa que é pra não atrapalhar a demanda de brigadeiro quando bate a carência ou uma tal larica, como dizem. São tão malucos e espontâneos que é difícil de explicar, por isso as vezes pagamos para vê-los se esparramando em algum palco ou exposição. Nós, por azar, nem podemos imaginar..." Aí eu paro e penso... Que prato oriental eu vou criar com os três escalopes de mignon, que pedi ontem pro garçom embrulhar as duas da manhã, e enfim fazer o meu desjejum de sábado? Sobretudo, viva a diferença...
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