No mundo das letras é necessário que por vezes as organizemos em frases... Se elas terão algum sentido ou objetivo isso é outra questão... Sejam todos bem vindos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

etnocentrismo


Calma... Não é preciso medo, pânico ou correria. O palavrão acima será prontamente destrinchado para que não haja dúvidas de que a minha intenção é propor reflexão e não xingar ninguém. Claro que não falarei de nenhuma novidade, pois é fato que nesse mundo tudo já foi estudado, escrito e catalogado, se não por mim, ou por vocês, por algum daqueles carinhas de óculos que criam coisas e ficam ricos. Mas no caso dessa palavra grande não precisaremos ir muito além. Destrinchemos... Para quem ainda não sabe - e não se preocupem pois quase ninguém sabe - o radical "etno" deriva da palavra grega ethos e designa povo, raça ou nação. Centro é centro mesmo e "ismo" sempre tende a ser algo que merece estudo por causar polêmica, digamos assim. Juntando tudo, colocamos o nosso povo, a raça ou a nação no centro de tudo e somamos algo a ser estudado. Organizando o raciocínio,significará, a grosso modo, olhar o próprio umbigo, considerar que ali, naquele buraquinho, encontra-se o centro do universo e definir que tudo que não gira em torno dele é diferente de nós e portanto está errado. Exemplifiquemos? Neste momento, estou numa lan house em Copacabana por que deixei os fios que ligam o meu computador, na casa de uma amiga. Aqui, do meu lado, tem um estrangeiro que não pára de rir alto e tossir sem por a mão na boca. Eu, esquisito que sou, dificilmente rio de alguma coisa e prefiro tossir em casa. Logo, poderia classificá-lo como um “gringo” mal educado e porcalhão, se não estivesse disposto a avaliar bem as diferenças e me colocar no lugar dele. Avaliemos... A lan house é pequena, cheia de gente, carpet de fora a fora, ar condicionado e nenhuma janela. Só um minuto, também preciso tossir! Cof, cof, cof! Pronto. O fato dele não colocar a mão na boca pode se dever ao fato dele estar teclando afoito, muito provavelmente com algum ente querido e distante, e talvez desse encontro saudoso venha a alegria que justifica as risadas altas. Ou seja, querendo, podemos ser queridos e compreensivos uns com os outros sem antes pensar mal da mãe que educou o vizinho. Claro que eu justifiquei da minha maneira o que julgava errado no colega aqui do lado. Mais a fundo justificaria por uma grande diferença de cultura e valores e blá blá blá. Mas esse não é para ser um papo tão profundo assim, então resumindo,etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros; é ter como base a sua cultura, os seus valores e os seus padrões para classificar de maneira preconceituosa o modo de viver do outro. Pronto, falei... Finalizemos? Não importa cor, credo, sexo, roupa, jeito de andar ou de cuspir. Em nenhum momento é necessário que nos corrompamos para permitir que o outro exista, simplesmente por que não precisamos aceitar ou apoiar a diferença, apenas respeitá-la, esteja ela em que contexto estiver. Respeitemos!

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